O gasto com IA dobrou em menos de um ano e já passa de 3% do faturamento das empresas ouvidas pela BCG. A maior parte dele saiu da área de tecnologia e virou decisão de dono.
Por Marcelis Pereira · 16 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
Durante boa parte de 2026 a conversa foi uma só: a IA não está se pagando. A BCG foi medir e encontrou um quadro diferente, com um alerta no meio.
Enquanto isso, 42% esperam entregar essa autonomia aos agentes até 2030. A vontade de soltar a máquina cresce bem mais rápido que a capacidade de acompanhar o que ela faz.
Somando as empresas mais avançadas (7,5%) com as que estão escalando IA e já superam as atrasadas (41%), quase metade das empresas ouvidas pela BCG já tira valor real da tecnologia. Um ano antes, a mesma consultoria contava só 5% de empresas com ganho expressivo.
O investimento em IA foi de cerca de 1,7% do faturamento no fim de 2025 para 3,3% agora. E mais de 80% desse dinheiro já está fora do orçamento de tecnologia: está em vendas, no atendimento, no financeiro, em assinaturas espalhadas pela empresa. Quem olha só a conta da TI enxerga uma fração do que gasta.
A BCG resume o desafio dos próximos dois anos como um problema de controle, mais do que de capacidade. Para o dono de empresa média, isso tem nome conhecido: decisão sem dados é achismo, e achismo com um robô decidindo por você custa mais caro.
BCG, Applied AI Index 2026, pesquisa com 1.330 executivos e líderes seniores, divulgada em 30 de setembro de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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