Dentro desse mercado, a categoria que dispara é o controle de quem usa inteligência artificial e para qual finalidade. Isso diz mais sobre a sua empresa do que sobre tecnologia.
Por Marcelis Pereira · 23 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Números de mercado global costumam soar distantes de quem toca uma empresa média no Brasil. Este merece exceção, não pelo tamanho, mas pelo que a composição dele revela.
Dentro desse total, a categoria que mais cresce é justamente o controle de quem usa IA e para quê, com alta prevista de 73% e US$ 749 milhões no ano.
Quando a categoria que mais cresce é controle de acesso e de uso, o recado é claro: as empresas descobriram que a inteligência artificial entrou pela porta dos fundos. No celular da equipe, na aba do navegador, sem regra e sem registro.
As grandes estão gastando bilhões para descobrir o que a equipe delas faz com IA. Você consegue descobrir a mesma coisa com uma conversa de trinta minutos, porque a sua empresa cabe numa sala.
Esta é uma das poucas situações em que ser empresa média é vantagem competitiva de verdade. Você não precisa de plataforma de governança nem de área de segurança. Precisa de três coisas escritas numa página:
O terceiro item é o que evita que a regra vire letra morta. Sem um caminho fácil para pedir, todo mundo resolve por conta e você volta ao ponto de partida.
Antes de escrever regra, levante o uso. Pergunte à equipe o que ela já usa hoje, sem cobrança. O que aparecer nessa lista é a sua realidade, e regra que ignora a realidade não pega.
Empresa é feita de dados, e os seus estão circulando em algum lugar agora. Saber onde é mais barato do que descobrir depois.
Gartner, previsão do mercado mundial de segurança para inteligência artificial, divulgada em 26 de agosto de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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