Com esse volume de contratação rodando, segurar gente boa deixou de ser conversa de fim de ano. O Caged mostra o tamanho do movimento e onde ele aperta.
Por Marcelis Pereira · 28 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Tem um número do Caged que o empresário costuma ler como notícia de economia e deveria ler como aviso sobre a própria equipe. Quando o mercado abre vaga em volume, o profissional bom da sua casa vira alvo, mesmo que ele nunca tenha procurado nada.
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.419,23 e o estoque chegou a 48,08 milhões de vínculos formais no país. O Comércio apareceu como o único grande setor negativo no mês.
Quase um milhão de vagas abertas significa quase um milhão de conversas de recrutamento acontecendo. E quem contrata em volume costuma ser exatamente o tipo de empresa que já mede desempenho, paga por resultado e sabe explicar o caminho de carreira para o candidato.
O seu concorrente por gente boa, portanto, não é necessariamente o concorrente por cliente. É qualquer empresa organizada dentro do raio de deslocamento do seu funcionário.
A resposta tradicional a esse cenário é o aumento reativo, oferecido no dia em que a pessoa entrega a carta. Ele funciona em cerca de metade dos casos e costuma comprar seis meses, porque quem já decidiu sair raramente muda de ideia por dinheiro.
Nada disso exige orçamento novo. Exige rotina, alguém responsável e registro do que foi combinado, que é justamente o que costuma faltar quando o dono está dentro da operação o dia inteiro.
Se a resposta for não, o problema não vai aparecer no relatório deste mês. Vai aparecer no dia da carta, e nesse dia já será tarde. Uma empresa que roda sem o dono depende de gente boa que fica, e gente boa fica por motivo construído, não por sorte.
Ministério do Trabalho e Emprego, Novo Caged, competência de julho de 2026, divulgado em 28 de agosto de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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