Sete em cada dez presidentes de empresa relatam alta no custo de energia e de insumos, e mesmo assim a confiança na receita cresceu. A PwC mostra o retrato de quem aprendeu a conviver com solavanco.
Por Marcelis Pereira · 5 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
Existe um tipo de otimismo que aparece nas pesquisas de humor empresarial e não sobrevive ao primeiro fechamento de mês. E existe outro, mais raro, que já contou com o solavanco antes de aparecer no papel. A PwC mediu o segundo.
Olhando três anos à frente, a confiança do mesmo grupo sobe para 51%. E ela convive com um dado nada confortável: sete em cada dez relatam aumento no custo de energia e de insumos por causa dos choques do ano.
É gente que parou de esperar o cenário melhorar para tomar decisão. Segue acreditando no crescimento e ao mesmo tempo trata custo como rotina de acompanhamento, não como assunto de reunião de emergência.
Para a empresa média brasileira a leitura é a mesma, e ela é dura. Otimismo que não passa pela planilha de custo dura pouco. O dono anima o time em janeiro, aumenta a meta, e em abril descobre que vendeu mais e sobrou menos.
A maior parte das empresas pequenas e médias acompanha faturamento com precisão de centavo e não acompanha o custo por unidade vendida. É o número que responde se o crescimento está engordando o lucro ou só o volume de trabalho.
Quem tem esses quatro números consegue aumentar meta sem medo, porque sabe até onde o preço aguenta. Quem não tem cresce no escuro e chama de coragem.
Se a resposta for um chute com margem de erro grande, esse é o próximo número a levantar, antes de qualquer meta nova. Empresa é feita de dados, e é neles que está a diferença entre otimismo e projeção.
PwC, CEO Survey Snapshot com 351 CEOs de 59 países e 27 setores, campo de 15 de maio a 22 de junho, publicado em 4 de agosto de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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