Os CEOs brasileiros dedicam 57% da agenda a assuntos de curto prazo, aponta a PwC. Veja como o dono tira o urgente da frente e recupera tempo.
Por Marcelis Pereira · 21 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Numa conversa de mentoria desta semana, um empresário me disse uma frase que escuto com frequência: a empresa cresceu, o time aumentou, e ele continua apagando o incêndio do dia. Ele sabe o que precisa decidir para os próximos meses. Só não sobra hora.
Quando a empresa cresce no fôlego do dono, a agenda se enche de urgência. Tudo passa por você, nada anda sem você, e o que é importante mas não grita fica para a semana que vem. Foi assim que a empresa cresceu e passou a sufocar quem está no comando.
A mesma pesquisa mostra que, nas empresas privadas sem fundo de investimento por trás, os CEOs dedicam 51% da agenda ao curto prazo, contra 39% nas empresas listadas em bolsa. E tem um detalhe que me chamou a atenção: os CEOs que dizem ter a sobrevivência da empresa no médio e longo prazo como a pergunta mais urgente são justamente os que mais gastam tempo com o curto prazo. A PwC chama isso de tirania do urgente e recomenda reinventar o calendário.
A pesquisa ouviu CEOs de empresas de vários tamanhos. A leitura de que o dono de uma empresa média vive algo parecido é minha, e é o que eu vejo toda semana nas conversas com empresários.
Quando a decisão mora só na cabeça do dono, toda dúvida da equipe vira pergunta para ele. A empresa não tem onde olhar sozinha, então chama você. Cada pergunta parece pequena, e o dia inteiro vai embora respondendo.
Nesta semana vi o caminho contrário acontecendo em duas empresas. Numa, a equipe responsável pelos anúncios e o dono combinaram um dia e um horário fixos para o relatório de resultados, e uma parte pequena da verba foi separada só para testes. Na outra, o time comercial passou a ser remunerado por uma regra clara, ligada a metas e a clientes que permanecem. Nos dois casos, a decisão deixou de depender da memória e do humor do dono, e passou a depender de um número combinado.
O ar não volta trabalhando mais. Volta quando as decisões se apoiam em dados que a equipe enxerga sem precisar de você. Empresa é feita de dados, e é neles que estão as decisões que fazem o negócio crescer sem depender do seu fôlego. Crescer não é crescer no susto, é crescer com previsibilidade. Se quiser descobrir quais decisões da sua empresa ainda dependem só de você, o Diagnóstico MARES começa exatamente por aí. Fale comigo em maresconsultoria.com.br.
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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