Misturar a conta pessoal com a da empresa parece praticidade. Na prática, apaga o rastro do dinheiro e deixa o dono decidindo o crescimento no escuro.
Por Marcelis Pereira · 5 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Na semana passada, em mais de uma mentoria, o assunto voltou pelo mesmo caminho. O empresário cresce, a equipe aumenta, o faturamento sobe, e o dinheiro continua passando pelo mesmo bolso: o dele.
Um empresário do setor de serviços me contou que, durante muito tempo, foi o financeiro da própria empresa. Comprava equipamento do negócio no cartão pessoal e colocava despesa da família no cartão da empresa. Quando finalmente separou os cartões, a retirada que precisava fazer todo mês caiu, porque boa parte da fatura pessoal dele era, na verdade, custo da empresa. Por meses o negócio pareceu dar menos resultado do que dava, e a vida pessoal pareceu mais cara do que era.
E o número quase não se mexe. Na edição anterior da pesquisa, de 2023, eram 60%. Seis em cada dez donos de pequenos negócios ainda tratam o caixa da empresa como uma extensão da carteira.
Quando tudo passa pela mesma conta, três coisas somem. A primeira é o lucro: você vê o faturamento entrando e não sabe quanto ficou. Faturamento é o que entra. Lucro é o que sobra depois que cada custo foi parar no lugar certo. A segunda é o rastro: dinheiro em espécie que nunca passa pela conta, ou transferência entre contas que a contabilidade lê como receita nova e transforma em imposto que você não devia pagar. A terceira é a sua liberdade: se só você sabe o que é de quem, só você consegue fechar o mês. E aí tudo passa por você.
Repare que nenhum desses passos pede que você fique mais tempo dentro do financeiro. É aqui que entra o BPO financeiro, que é a terceirização dessa rotina para uma estrutura de fora. Ela lança, concilia a conta e o cartão todos os dias, agenda os pagamentos para você só autorizar no banco e entrega, no fim do mês, a leitura de onde veio, para onde foi e quanto sobrou. Uma estrutura não falta, não tira férias no meio do fechamento e já chega com o método pronto. O que fica com você é a decisão. Essa é a diferença entre apertar botão e conduzir a empresa.
Na MARES, quem cuida disso é o Márcio Lima, da Lima BPO Financeiro, que você encontra no Instagram como @marciolima.bpo. Ele é o BPO do nosso financeiro, é consultor da MARES e, sim, é meu marido, então leia esta indicação sabendo disso. É quem eu recomendo para quem quer tirar o financeiro da própria cabeça e passar a decidir olhando o número.
Nas mentorias desta semana, a ordem que eu defendi foi sempre a mesma: primeiro arrumar o dinheiro, depois olhar preço e margem, depois escolher o cliente ideal, e só então acelerar a venda. Acelerar a venda em cima de um caixa misturado é crescer sem saber se está ganhando. Empresa é feita de dados, e é neles que estão as decisões que fazem o negócio crescer sem depender de você. O primeiro dado é saber de quem é cada real.
Sebrae, Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios (janeiro de 2026)
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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