Coluna da Marcelis

Quando o seu bolso e o caixa da empresa são um só, o lucro vira palpite

Misturar a conta pessoal com a da empresa parece praticidade. Na prática, apaga o rastro do dinheiro e deixa o dono decidindo o crescimento no escuro.

Por Marcelis Pereira · 5 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Na semana passada, em mais de uma mentoria, o assunto voltou pelo mesmo caminho. O empresário cresce, a equipe aumenta, o faturamento sobe, e o dinheiro continua passando pelo mesmo bolso: o dele.

Um empresário do setor de serviços me contou que, durante muito tempo, foi o financeiro da própria empresa. Comprava equipamento do negócio no cartão pessoal e colocava despesa da família no cartão da empresa. Quando finalmente separou os cartões, a retirada que precisava fazer todo mês caiu, porque boa parte da fatura pessoal dele era, na verdade, custo da empresa. Por meses o negócio pareceu dar menos resultado do que dava, e a vida pessoal pareceu mais cara do que era.

Você não está sozinho nisso

61%
dos empreendedores brasileiros fazem pagamentos da empresa com a conta pessoal
Sebrae, pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios, divulgada em janeiro de 2026

E o número quase não se mexe. Na edição anterior da pesquisa, de 2023, eram 60%. Seis em cada dez donos de pequenos negócios ainda tratam o caixa da empresa como uma extensão da carteira.

O que o bolso único apaga

Quando tudo passa pela mesma conta, três coisas somem. A primeira é o lucro: você vê o faturamento entrando e não sabe quanto ficou. Faturamento é o que entra. Lucro é o que sobra depois que cada custo foi parar no lugar certo. A segunda é o rastro: dinheiro em espécie que nunca passa pela conta, ou transferência entre contas que a contabilidade lê como receita nova e transforma em imposto que você não devia pagar. A terceira é a sua liberdade: se só você sabe o que é de quem, só você consegue fechar o mês. E aí tudo passa por você.

Por onde começar

  • Uma conta e um cartão só da empresa, e outros só seus. Sem a exceção do "só dessa vez".
  • Uma retirada fixa por mês para você, decidida antes, e não no susto do saldo.
  • Todo dinheiro que entra em espécie vai para a conta da empresa antes de ser usado. É isso que mantém o rastro.
  • Cada entrada e cada saída com um documento que prove o que foi: nota, recibo, contrato.
  • Um fechamento mensal com leitura: de onde veio, para onde foi e quanto sobrou, por cliente ou por projeto.

Repare que nenhum desses passos pede que você fique mais tempo dentro do financeiro. É aqui que entra o BPO financeiro, que é a terceirização dessa rotina para uma estrutura de fora. Ela lança, concilia a conta e o cartão todos os dias, agenda os pagamentos para você só autorizar no banco e entrega, no fim do mês, a leitura de onde veio, para onde foi e quanto sobrou. Uma estrutura não falta, não tira férias no meio do fechamento e já chega com o método pronto. O que fica com você é a decisão. Essa é a diferença entre apertar botão e conduzir a empresa.

“Cada entrada e cada saída precisa ter uma evidência. É isso que dá confiabilidade ao trabalho e faz você enxergar de onde vem e para onde vai o seu dinheiro.” Márcio Lima, BPO Financeiro

Na MARES, quem cuida disso é o Márcio Lima, da Lima BPO Financeiro, que você encontra no Instagram como @marciolima.bpo. Ele é o BPO do nosso financeiro, é consultor da MARES e, sim, é meu marido, então leia esta indicação sabendo disso. É quem eu recomendo para quem quer tirar o financeiro da própria cabeça e passar a decidir olhando o número.

Nas mentorias desta semana, a ordem que eu defendi foi sempre a mesma: primeiro arrumar o dinheiro, depois olhar preço e margem, depois escolher o cliente ideal, e só então acelerar a venda. Acelerar a venda em cima de um caixa misturado é crescer sem saber se está ganhando. Empresa é feita de dados, e é neles que estão as decisões que fazem o negócio crescer sem depender de você. O primeiro dado é saber de quem é cada real.

De onde veio o dado

Sebrae, Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios (janeiro de 2026)

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Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.

O próximo passo

Dado bom não muda empresa. Decisão muda.

A Consultoria Empresarial da MARES entra na sua operação para transformar o que você já mede em decisão de rotina, com meta de crescimento acordada em contrato.