O problema quase nunca é o sistema. É o dado que entra nele todo dia, e o cadastro furado que ninguém quis arrumar antes de assinar o contrato.
Por Marcelis Pereira · 24 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Se você já investiu em sistema e ficou com a sensação de ter pago caro por muito pouco, este número vai soar familiar.
E quando perguntaram o porquê, a resposta não apontou o preço nem a ferramenta escolhida. 87% apontaram a má qualidade dos dados como o que atrapalhou a geração de valor.
É a cena mais comum que eu encontro em diagnóstico. A empresa troca de sistema esperando que a organização venha junto dentro da caixa. Só que o cadastro de clientes continua com o mesmo CNPJ digitado de três jeitos, o produto continua sem código padronizado, e a planilha paralela do financeiro continua sendo a fonte da verdade.
Tecnologia nova em cima disso acelera a bagunça. E agora a bagunça sai com aparência de relatório, o que é bem pior.
Nada disso é bonito de apresentar em reunião. É o que separa a empresa que confia no próprio relatório daquela que confere tudo na mão antes de acreditar.
Peça hoje o faturamento do mês passado por cliente a duas pessoas diferentes da sua empresa. Se os dois números vierem diferentes, o problema já está localizado, e ele não está no software.
Na mesma pesquisa, só 27% das empresas têm estratégia de inteligência artificial de fato incorporada às áreas do negócio. O resto comprou ferramenta e ficou esperando. Decisão sem dados é achismo, e dado sujo é achismo com licença de uso.
PwC, 2026 Digital Trends in Operations Survey, com 767 líderes de operações e de cadeia de suprimentos de empresas dos Estados Unidos, divulgada em 23 de abril de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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