A KPMG ouviu 1.927 líderes em 41 países, 122 deles no Brasil. Aqui a adoção corre mais rápido que no mundo, e a estrutura para supervisionar fica para trás.
Por Marcelis Pereira · 21 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
A empresa familiar brasileira adotou IA mais rápido que a média do mundo. O problema é que a regra de uso não veio junto.
Ao mesmo tempo, 45% delas não desenvolveram nenhuma estrutura de governança para a IA, contra 38% no mundo. A ferramenta entrou antes de alguém decidir como ela deve ser usada, por quem e com que limite.
O dado de risco é ainda mais forte: só 22% das empresas familiares brasileiras dizem ter uma estrutura abrangente de gestão de riscos, contra 33% no mundo. E menos de 20% concordam fortemente que os papéis e responsabilidades sobre risco estão claros.
A KPMG projeta que a parcela de empresas brasileiras geridas pela própria família cai de 48% para 8% até 2035. A tendência é a família ir para o conselho e a operação passar para gestores profissionais. Isso só funciona com regra escrita, porque quem chega de fora não adivinha o que estava combinado no corredor.
Em negócio de família, um erro de IA vira problema de todo mundo sentado à mesa. Regra clara de quem decide e de quem responde vem antes da próxima ferramenta.
KPMG, Global Family Business Report 2026, 1.927 líderes de empresas familiares em 41 países, sendo 122 no Brasil, agosto de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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