Análise de Mercado

35% dos CEOs dizem que o conselho superestima a IA

A BCG ouviu 351 CEOs e 274 conselheiros de empresas grandes e encontrou desencontro no ritmo e na expectativa. Na empresa média, a mesma cena acontece entre sócios.

Por Marcelis Pereira · 22 de outubro de 2026 · 2 min de leitura

Em empresa grande, quem cobra resultado da IA é o conselho. Em empresa média, é o sócio, o investidor ou a família. A pesquisa da BCG mostra que, nos dois casos, a expectativa costuma andar mais rápido que a realidade.

35%
dos CEOs acham que o conselho superestima o que a IA consegue substituir
BCG, 351 CEOs e 274 conselheiros, abril de 2026

E 60% dos CEOs dizem que os conselhos estão impacientes demais com o ritmo da transformação. Cada lado olha para um número diferente, e ninguém combinou qual deles vale.

Onde os dois lados concordam

Existe um ponto de acordo: 79% dos CEOs e 80% dos conselheiros defendem que quem entra no conselho prove que entende, de forma mensurável, como a IA muda o setor. A régua de conhecimento subiu para todo mundo que decide.

A mesma conversa entre sócios

Quando um sócio acha que a IA vai cortar metade da equipe em seis meses e o outro acha que nada vai mudar, a empresa trava. Ninguém combinou o que a tecnologia precisa entregar, em quanto tempo e medido como.

  • Escrevam juntos uma meta de IA com número, prazo e responsável
  • Combinem o indicador que vai mostrar se a meta foi cumprida antes de investir
  • Revisem essa meta todo mês, com o dado na mesa

Decisão sem dados é achismo, e meta de IA sem prazo combinado vira briga entre sócios com data marcada.

De onde veio o dado

BCG, Split Decisions: The BCG CEOs and Boards Survey, 625 líderes (351 CEOs e 274 conselheiros) de empresas com receita anual de 100 milhões de dólares ou mais, publicada em 28 de abril de 2026

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