A BCG ouviu 351 CEOs e 274 conselheiros de empresas grandes e encontrou desencontro no ritmo e na expectativa. Na empresa média, a mesma cena acontece entre sócios.
Por Marcelis Pereira · 22 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
Em empresa grande, quem cobra resultado da IA é o conselho. Em empresa média, é o sócio, o investidor ou a família. A pesquisa da BCG mostra que, nos dois casos, a expectativa costuma andar mais rápido que a realidade.
E 60% dos CEOs dizem que os conselhos estão impacientes demais com o ritmo da transformação. Cada lado olha para um número diferente, e ninguém combinou qual deles vale.
Existe um ponto de acordo: 79% dos CEOs e 80% dos conselheiros defendem que quem entra no conselho prove que entende, de forma mensurável, como a IA muda o setor. A régua de conhecimento subiu para todo mundo que decide.
Quando um sócio acha que a IA vai cortar metade da equipe em seis meses e o outro acha que nada vai mudar, a empresa trava. Ninguém combinou o que a tecnologia precisa entregar, em quanto tempo e medido como.
Decisão sem dados é achismo, e meta de IA sem prazo combinado vira briga entre sócios com data marcada.
BCG, Split Decisions: The BCG CEOs and Boards Survey, 625 líderes (351 CEOs e 274 conselheiros) de empresas com receita anual de 100 milhões de dólares ou mais, publicada em 28 de abril de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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