Coluna da Marcelis

Você está comprando horas ou está comprando clareza

Medir o valor de um profissional pelo tempo que ele fica disponível é um erro caro. O que se contrata, na prática, é a qualidade das decisões que ele te ajuda a tomar.

Por Marcelis Pereira · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Existe um erro silencioso na hora de contratar quem vai pensar junto com você, seja consultor, agência, contador ou especialista. O erro é escolher pela hora.

Quanto custa a hora? Quantas horas por mês? Está disponível quando? São perguntas naturais e são as perguntas erradas, porque nenhuma delas fala do que você realmente precisa.

Ninguém contrata tempo, contrata decisão

Quando você chama alguém de fora, o que está em jogo é uma decisão que você não está conseguindo tomar sozinha, ou está tomando errado. O preço da hora é irrelevante diante do custo da decisão errada repetida por doze meses.

Um desconto mal calibrado, um canal de venda mantido por teimosia, uma contratação equivocada, um investimento em sistema que não resolvia o problema. Nenhum desses erros custa hora, todos custam ano.

O que muda quando a decisão fica registrada

80%
mais rápidas serão as decisões de negócio modeladas com governança, até 2029
Gartner, junho de 2026

E cinco vezes mais confiáveis do que as tomadas sem esse registro. Vale para decisão sua e vale para decisão tomada com apoio de fora: o que acelera é ficar claro quem decide o quê e com base em qual número, e não ter mais gente opinando.

Como escolher, então

Troque as perguntas. Em vez de quanto custa a hora, pergunte:

  • Que decisão específica eu preciso tomar melhor nos próximos noventa dias
  • Que número da minha empresa deveria mudar se essa decisão for bem tomada
  • Essa pessoa já tomou decisão parecida antes, e o que aconteceu depois
  • Como eu vou saber, daqui a três meses, se valeu

A quarta pergunta é a que mais gente esquece. Sem ela, o contrato vira uma sensação de estar bem acompanhado, que é agradável e não aparece no resultado.

Vale para você também

Esse mesmo raciocínio se aplica ao seu time. Se você mede as pessoas por tempo de tela e presença, você está comprando horas de gente que poderia estar te entregando decisão.

Empresa é remunerada pela qualidade das decisões que toma. Todo o resto é consequência.

Uma primeira versão desta ideia saiu na minha coluna Oxigênio Empreendedor, no Jornal Paraná Centro: Excelência não se compra por hora: como empresários erram ao escolher quem decide com eles.

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Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.

O próximo passo

Dado bom não muda empresa. Decisão muda.

A Consultoria Empresarial da MARES entra na sua operação para transformar o que você já mede em decisão de rotina, com meta de crescimento acordada em contrato.