Medir o valor de um profissional pelo tempo que ele fica disponível é um erro caro. O que se contrata, na prática, é a qualidade das decisões que ele te ajuda a tomar.
Por Marcelis Pereira · 31 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Existe um erro silencioso na hora de contratar quem vai pensar junto com você, seja consultor, agência, contador ou especialista. O erro é escolher pela hora.
Quanto custa a hora? Quantas horas por mês? Está disponível quando? São perguntas naturais e são as perguntas erradas, porque nenhuma delas fala do que você realmente precisa.
Quando você chama alguém de fora, o que está em jogo é uma decisão que você não está conseguindo tomar sozinha, ou está tomando errado. O preço da hora é irrelevante diante do custo da decisão errada repetida por doze meses.
Um desconto mal calibrado, um canal de venda mantido por teimosia, uma contratação equivocada, um investimento em sistema que não resolvia o problema. Nenhum desses erros custa hora, todos custam ano.
E cinco vezes mais confiáveis do que as tomadas sem esse registro. Vale para decisão sua e vale para decisão tomada com apoio de fora: o que acelera é ficar claro quem decide o quê e com base em qual número, e não ter mais gente opinando.
Troque as perguntas. Em vez de quanto custa a hora, pergunte:
A quarta pergunta é a que mais gente esquece. Sem ela, o contrato vira uma sensação de estar bem acompanhado, que é agradável e não aparece no resultado.
Esse mesmo raciocínio se aplica ao seu time. Se você mede as pessoas por tempo de tela e presença, você está comprando horas de gente que poderia estar te entregando decisão.
Empresa é remunerada pela qualidade das decisões que toma. Todo o resto é consequência.
Uma primeira versão desta ideia saiu na minha coluna Oxigênio Empreendedor, no Jornal Paraná Centro: Excelência não se compra por hora: como empresários erram ao escolher quem decide com eles.
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
Análise de MercadoRegistrar quem decide o quê e com base em qual número parece burocracia. A projeção da Gartner aponta o contrário: é o que deixa a decisão mais rápida.
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