A diferença entre quem ganha e quem só gasta com inteligência artificial não está na ferramenta escolhida. Está em mexer no fluxo de trabalho antes de ligar a ferramenta.
Por Marcelis Pereira · 8 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Este é o número mais duro sobre inteligência artificial no Brasil que eu vi este ano, e ele explica por que tanta empresa sente que investiu e não colheu.
Noventa e um por cento das empresas daqui pegam a inteligência artificial e encaixam no processo que já existia. Mesma sequência de etapas, mesmas aprovações, mesmas planilhas paralelas, só que agora com uma ferramenta nova no meio.
Porque o processo que você tem hoje foi desenhado em cima de uma restrição que talvez não exista mais. Se a etapa de triagem levava dois dias porque alguém precisava ler tudo, e agora leva dois minutos, manter as aprovações e os prazos de antes é abrir mão do ganho que você acabou de comprar.
O resultado é a empresa pagar assinatura de ferramenta para continuar entregando no mesmo prazo de antes. E depois concluir que inteligência artificial é exagero de mercado.
Redesenhar um fluxo é bem menos assustador do que parece. Pegue um processo só, dos que mais consomem tempo da sua equipe, e faça três perguntas:
Um processo por vez, com dono e prazo. Não precisa de projeto de transformação digital, precisa de disciplina de gestão.
Não dá para comprar resultado de IA. Dá para comprar capacidade, e resultado vem de mudar como o trabalho acontece. As líderes globais não têm ferramenta melhor que a sua, elas têm coragem de mexer no processo antes de ligar a ferramenta.
IA não conserta dado ruim nem processo torto, ela acelera os dois. Comece pelo fluxo e a ferramenta rende. Comece pela ferramenta e você terá o mesmo problema, mais rápido.
PwC, estudo IA na estratégia: crescer ou ficar para trás, com 1.217 organizações de 25 setores na África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul, publicado em 1º de junho de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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