Quase sete em cada dez times de contratação decidem salário, prazo e perfil no feeling. Depois se surpreendem quando a vaga fica seis meses aberta.
Por Marcelis Pereira · 4 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Contratar é uma das decisões mais caras que uma empresa toma, e uma das que menos passa por número. A Gartner mediu isso e o retrato é constrangedor.
Quase sete em cada dez decidem quanto pagar, quanto tempo a vaga deveria levar e onde procurar o candidato baseadas em experiência anterior e em conversa de corredor. Que é exatamente o mesmo material que se usava vinte anos atrás, num mercado de trabalho que não é mais aquele.
Quando você define a faixa salarial por impressão, um de dois erros acontece. Ou você oferece abaixo do mercado e a vaga fica meses aberta, com a área trabalhando desfalcada, o que custa caro e ninguém contabiliza. Ou você oferece acima e desarruma a régua interna, criando um problema com quem já está na casa.
Os dois erros são invisíveis na contabilidade e visíveis no resultado.
Não precisa de assinatura cara para começar. Estes três já mudam a conversa:
Uma tarde de trabalho, e você sai do achismo. É pouco perto do que custa uma vaga aberta por seis meses.
Aqui está a mudança de fundo. Enquanto contratar for tratado como um processo administrativo, vai continuar sendo decidido por impressão. Quando vira decisão de gestão, com número na frente e dono responsável, o prazo cai e o erro diminui.
Empresa é feita de dados, e gente é o dado mais caro que a sua empresa carrega. Vale a pena olhar para ele com o mesmo rigor com que você olha para o estoque.
Gartner, pesquisa da prática de RH sobre estratégia de recrutamento, com levantamento junto a 426 CHROs, publicada em 18 de fevereiro de 2026
Se este dado ajuda alguém que você conhece, manda para essa pessoa.
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